quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães




O parque está localizado na região central do Estado do Mato Grosso, no município de Chapada dos Guimarães. Caracterizado por inúmeras chapadas, sendo a maior o Morro São Jerônimo com 836 metros de altitude, o lugar é considerado místico pelos seus visitantes e moradores, que afirmam ver gnomos, duendes, fadas e discos voadores.
Apresenta relevo aplainado no topo e escarpado nas bordas. Exemplificando, a Caverna Aroê Jari (segunda maior caverna de arenito do Brasil), a Lagoa Azul e mais de 200 cachoeiras como a Cachoeira do Véu da Noiva, que tem 86 metros de queda.
Sua vegetação é característica do Cerrado, com flores coloridas, árvores baixas e retorcidas e florestas de galeria que abrigam, em suas matas, inúmeras espécies vegetais, como murici, o pequi, espécies que caracterizamos campos rupestres.
Chapada dos Guimarães teve seu rápido reconhecimento nacional e internacional como um dos melhores destinos de ecoturismo no Brasil. Ao lado da sede administrativa, você vai se impressionar com uma das mais belas cachoeiras do país. O acesso ao parque é feito pelas rodovias BR-070 e BR-364, ou pelas cidades mais próximas - Cuiabá a 67 Km e Chapada dos Guimarães, a cerca de 10 Km, nesse local, o turista encontra pousadas, hotéis e serviços de transporte.

PRESERVE A NATUREZA E CONHEÇA CHAPADA DOS GUIMARÃES!
Sara Manganotti

Cerrado


O cerrado é a segunda maior formação vegetal brasileira. Estendia-se originalmente por uma área de 2 milhões de km², abrangendo dez estados do Brasil Central. Hoje, restam apenas 20% desse total. Nesse bioma há presença das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul: Tocantins-Araguaia, São Francisco e Prata. Estima-se que existam 10 mil espécies de vegetais, 837 de aves e 161 de mamíferos vivam ali. O cerrado possui uma abundante riqueza biológica, porém, é seriamente afetada pela caça e pelo comércio ilegal.
Esse bioma é atualmente o sistema ambiental brasileiro que mais sofre alteração com a ocupação humana. Vivem ali cerca de 20 milhões de pessoas, população que é majoritariamente urbana e enfrenta problemas como desemprego, falta de habitação e poluição, entre outros. A atividade garimpeira, por exemplo, intensa na região, contaminou os rios de mercúrio e contribuiu para seu assoreamento. A mineração favoreceu o desgaste e a erosão dos solos. Na economia, também se destaca a agricultura mecanizadas de soja, milho e algodão, que começa a se expandir, principalmente a partir da década de 80. Nos últimos 30 anos, a pecuária extensiva, as monoculturas e a abertura de estradas destruíram boa parte do cerrado. Hoje, menos de 2% está protegido em parques ou reservas. Devido a esses problemas, no dia 01 de abril de 2008, o Grupo Calango foi fundado para defender, preservar e estudar este bioma.
Sara Manganotti